Para ajudar a população a atravessar a crise econômica instaurada pela pandemia de coronavírus, muitas instituições financeiras do país estão adotando medidas emergenciais.
Conheça agora as mudanças que os principais bancos brasileiros escolheram praticar para garantir mais segurança aos seus clientes.
Bradesco e o financiamento de salários
O banco passa a oferecer uma nova a nova linha de crédito para que pequenas e médias empresas possam financiar as folhas de pagamento. A instituição prevê que o financiamento irá beneficiar até 1 milhão de trabalhadores.
São elegíveis ao crédito empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões
Além disso, a linha de financiamento terá taxa fixa de 3,75% ao ano e prazo de 36 meses, contando ainda com seis meses de carência e não terá acréscimo do chamado “spread bancário”; ou seja, a diferença entre o preço de captar e cobrar uma transação monetária.
É possível financiar até das folhas de pagamento, com valor limitado a dois salário mínimos por funcionário. O restante do pagamento, se houver, ficará a cargo da empresa.
Um detalhe importante é a proibição da demissão sem justa causa por 60 dias, a partir da contratação da linha.
A linha será ofertada através dos canais digitais e nas agências por telefone. Clientes com crédito pré-aprovado poderão acessar diretamente o financiamento nos sistemas do banco, o Net Empresa ou no Net Empresa Celular.
Santander e o aumento no limite do cartão de crédito
Com o intuito de tranquilizar o cliente, o Santander aumentou 10% o limite do cartão de crédito de todos os clientes adimplentes (com pagamento em dia).
Entre no Santander Way, aplicativo de gestão de cartões da instituição, para saber se a alteração já foi feita em seu cartão. A ferramenta pode ser acessada via celular ou tablet.
De acordo com o banco, esta medida permite uma flexibilidade maior para quem já teve o orçamento afetado pelas conjunturas econômicas, pois permite a pessoa jogar mais para frente o pagamento de algumas despesas.
Itaú e o Crédito Sob Medida
A instituição anunciou que, através da assinatura do Itaú Crédito Sob Medida, será possível prorrogar o pagamento das dívidas. Com esse serviço será possível mudar o dia do pagamento, alterando o contrato e incluindo uma nova data de vencimento de até 60 dias.
Para os clientes que já possuíam essa linha de crédito, o contrato também poderá sofrer alterações de até 60 dias depois da data original do documento.
Essa prorrogação de dois meses também será aplicada em financiamentos de imóvel ou veículo. Durante o período não haverá alteração na taxa de juros e nem terá cobrança de multa.
Outra medida adotada pelo banco foi a alteração automática na validade dos pontos dos programas de fidelidade do Itaucard.
Banco do Brasil e as renegociações das linhas de crédito
Uma das medidas adotadas pelo banco foi o aumento do prazo para pagamento do saldo devedor do cheque especial, que passou a ser de até dois meses.
Já as pessoas físicas que já tenham linhas de crédito contratadas podem renovar o serviço com carência para pagamento da primeira parcela.
Este período no qual o cliente paga somente os juros do financiamento contratado, chamado de carência, pode variar de 60 dias, no crédito automático, até 180 dias para as linhas salário e consignado.
As renegociações de dívidas estão disponíveis para pessoas físicas e jurídicas, estando incluso a dispensa da primeira parcela, carência de até 90 dias e prazo de 2 a 100 meses para o novo contrato, dependendo da linha escolhida.
Vale destacar que as parcelas serão transferidas para o final do contrato e os juros serão diluídos por todo o prazo de financiamento.
A adesão às novas condições pode ser feita pelo aplicativo ou pelo site, através do Gerenciador Financeiro.
Caixa e a suspensão do financiamento imobiliário
Entre as medidas emergenciais adotadas pela Caixa Econômica Federal, as principais são: redução dos juros em algumas linhas de crédito e a Pausa Estendida, ou seja, a suspensão do pagamento de dívidas por um período pré-estabelecido.
Uma dessas dívidas que podem ser suspendidas é o financiamento imobiliário. De acordo com o banco, é possível pausar por até 120 dias os contratos habitacionais para pessoas físicas e jurídicas. Essa suspensão é válida para quem esteja com os pagamentos em dia ou com até dois meses em atraso.
Os valores não pagos durante a pausa serão incorporados ao saldo devedor.
Para pessoa física, o serviço pode ser acessado no aplicativo Habitação Caixa ou pelos telefones de Atendimento Comercial. Já a pessoa jurídica precisa entrar em contato com o seu gerente para solicitar a Pausa Estendida.
Com este novo serviço, a Caixa pretende injetar R$ 78 bilhões na economia. Confira os principais itens:
o Pausa de 90 dias no financiamento habitacional
São elegíveis a recorrer a pausa do financiamento clientes adimplentes ou com até 02 parcelas em atraso (incluindo os contratos em obras). Essa medida dará fôlego econômico de 03 meses para seus clientes.
o Redução do valor da parcela por 90 dias
Essa medida é aplicada para aqueles que preferem continuar pagando suas parcelas mas com um valor reduzido das parcelas. Assim como a medida citada anteriormente o prazo de vigência inicial é de 90 dias e são elegíveis clientes adimplentes ou com até 02 parcelas em atraso.
o Prazo de carência de 180 dias (06 meses) para financiamento de imóveis novos
Essa medida permite que clientes possam comprar imóveis novos e começar a pagar em 06 meses as parcelas de financiamento. Para estar apto a essa medida o cliente passará por uma avaliação antes.
o Utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de financiamento
Os clientes que pagam uma parte do financiamento com o FGTS também foram contemplados no pacote de medidas. E assim como nas ações já citadas, estarão elegíveis a pedir pausa ou redução do valor da parcela do financiamento, da parte não coberta pelo FGTS, os clientes adimplentes ou com até 02 parcelas em atraso. Essa medida também tem o prazo inicial de 90 dias de duração.